quinta-feira, 27 de outubro de 2011

New Deal


Os primeiros traços de luz refletem no metrô
Uma canção se faz contagiante no Central Park
Algo no ar relembra-me meu avô
Canções de como as luzes despertam no desfecho da tarde.
Sobre o entregador de leite nas portas do Brooklin
Sobre os garotos jogando basquete no Harley
Canções sobre um negro com nostálgicos devaneios de Martin Luther King
Sobre solidão desavenças ou modos de viver.

Fitando um banner de Coca-Cola no alto da estação
O café quente e um cigarro ao lado
Ao eives de imagens de morteiros e suas explosões
Apenas pombos frenéticos com seus cantares abandonados.

Enquanto uma garoa fina começa a delinear o dia
O Senhor Proley estas prestes a abrir o café da 5° avenida
Eu mais por amizade do que por gula sempre dou uma passadinha lá

Depois de dois anos sob estrelas, os pequenos detalhes são os grandes prazeres da vida...
Hoje não há o que eu não deslumbre na grande maça
Melhor seria se eu nunca tivesse ido ao Vietnã.

A princesinha

Hei! Princesinha, por que tanto choras?
O mundo não tem se comportado bem
Eu já avio percebido o seu olhar
Estão lhe cobrando pelos presentes que tem?

Hei! Princesinha, a quanto deseja a liberdade?
Os empregados se mantéis sempre ocupados
O dinheiro não satisfaz um palhaço triste
Enquanto que jardins secretos escondem amigos.

Você é tão indiferente
Tão criativa e tão determinada
Como sua mãe tão confiante
Mas há lagrimas nesta face borrada.

Um coração jovem e um jeito confuso
Você se balança sob a brisa na macieira
Seu pai, pelo real exercita inglês se mantéis vivo!
Enquanto a cancróide lhe traz a cegueira.

Por isto seu coração encerrou-se em cristal
O truão não mais a encanta como antes
Então não imponha limites a o plural
Pois o labirinto pequeno para um sonho grande.

Hei! Princesinha, eu quero um sorriso!
Os sonhos se desfazem quando paramos de acreditar
Hei! Princesinha fuja para dentro do espelho!
Febo e Febe irão lhe guiar.

Colapso

Procurei os cigarros com a luz bruxuleante
De uma t.v. mal sintonizada no jornal
Sinto-me solitário hoje e sem alcalóide
Meus amigos devem estar em algum canto de babel
Não deveria me sentir assim hoje
Mas a fogueira das vaidades te transforma
A musicas das ruas te chama e te surpreende
Estava limpo fazia duas semanas
E quando o perfume de sujeira lhe atrai
Dez Reais é o suficiente na floresta.

Trancafiado em minha própria fobia
Garotas bonitas lhe dizendo este é o paraíso
Todas as luzes e sons são mágicos em minha utopia
Dinheiro entra e sai com doses fortes de absinto
E você não conhece mais ninguém neste lugar
Em uma Osvaldo Aranha perdida na esquina
Amigos lhe oferecendo amigos para viajar
E sem dinheiro você compra a garota com anilina
Quer se divertir a floresta de concreto é o lugar.
Um passo para um colapso
Um olhar e você já esta armado
Observando aquele casal de namorados
Meu amigo, bem vindo à floresta de concreto.

Eu, eu sucumbi a sua rotineira loucura!
E todos os caminhos levam a Porto
Saído de uma cidadezinha de alma pura
Para chorar por uma dançarina em um canto escuro
Quantas vezes acreditamos nos sonhos
Mas falta alguém para te guiar
Os sonho são barrados por muros
Na cidade dos corações partidos não a lugar
Amanhã a noite começa a loucura de novo
Ou você se acostuma ou tem um colapso
Mas de alguma forma ela acaba lhe matando aos poucos
Às vezes um café em um bar ajuda no lapso
Todos os carros com seus motores roucos
E seu apartamento é um abrigo
Quando remédios ajudam a esquecer
O fim de alguém esta perto
Mas amigo, você esqueceu de viver.