Triste vontade de viver que faz sonhar
O galo cantou, o sol raiou, o Anchieta
passou.
Aqueço o café, enxaguou o rosto para
acordar.
Ponho um pé na rua e junto o que o
lixeiro deixou
Visto a roupa, pego as chaves e o
celular.
Corro para pegar o Assis Brasil ou vou a
pé
O cachorro comeu, apaguei a luz e
desliguei o gás.
Pena o ônibus estar lotado. Droga!
Esqueci o café
Ah! O cheiro de cachorro quente de rua
Uma musica cantada com: “fabrica de
calcinha”
E alguém cantando: “vendo vale troco
vale”
Todo dia tudo tão igual, mas com tanto
sentimento.
Pombas no alto, táxis em baixo na grande
Porto Alegre.
Parece simples, mas á uma poesia no
centro.

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